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sábado, 18 de maio de 2013

ALMANAQUE GERAL FERROVIÁRIO "Minas's Trains: Incendiários"

POR: http://minasstrains.blogspot.com.br/
Nesta quarta-feira, dia 15, mais um caso de incêndio a composição ferroviária se tornou realidade e notícia nos portais de informação e nos grupos de discussão de temática ferroviária. O alvo da vez foi o trem turístico de Pouso Alegre - MG, paralisado há anos, e seu material rodante, encostado e esquecido na pequena estação da cidade. Desde então, a locomotiva Nº205, da Rede Mineira de Viação, e os carros de passageiros usados no trajeto, ainda com pintura da RFFSA, foram deixados ao relento e sofrendo casos de vandalismo, além de servir como pouso de mendigos e motel a céu aberto. Até que no dia em questão, ontem, infelizes atearam fogo a dois carros, danificando o interior dos mesmos e tornando ainda mais remota a sua recuperação. Felizmente, a locomotiva saiu intacta.

Na sequência de fotos a seguir, pode-se ter uma noção de como foi o processo de negligência para com estes equipamentos, cedidos de bom grado pela entidade que os restaurou, sendo que os beneficiários desta transação não fizeram jus ao esforço.


Nas duas imagens acima, os primórdios: Locomotiva RMV 205 em plena atividade com o turístico de(local ignorado, quem souber onde me dê a dica), com o carro restaurante R-470, do qual falarei logo abaixo. Ambas as fotografias são da coleção de Vanderlei A. Zago.

O começo da decadência: A composição já formada para ser encostada, no final da década de 1990. Foto da coleção de vários colaboradores.
Negligência: A máquina foi deixada em completo abandono, em espaço aberto, sem qualquer cuidado ou proteção. Caminho livre para a chegada do...
...vandalismo. Grafiteiros e pichadores fazem a festa nos trens abandonados, e este caso não foi exceção. A fotografia foi retirada do perfil do próprio cidadão (para não falar palavrão por aqui) que efetuou a feia inscrição no tender da máquina, intitulando-a "um salve para a velha guarda". Otário.
Negligenciado pela prefeitura da cidade, o trenzinho está definhando, até que a atenção da localidade foi novamente chamada para ele, quando infelizes cidadãos, em um momento de atuação antiética, atearam fogo a dois carros da composição que se encontrava parada. Veja abaixo os lamentáveis registros da equipe de jornalismo que noticiou o fato:
FOGO! Um carro agoniza sendo consumido pelas chamas. Foto da coleção de EPTV.com.
Depois de tudo, o estado final do interior de um dos carros, semidestruído pelo fogo. Foto de Fernando Lima.
Todos os carros da composição, incluindo os dois exemplares incendiados, são de aço-carbono, bitola métrica, antiga propriedade da Rede Ferroviária Federal S/A, fabricados pelas empresas Santa Matilde, Mafersa S/A e as próprias oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, de onde veio o raro exemplar de carro R-470, carro-restaurante que foi adquirido em barganha de material rodante entre a CMEF e a RMV, e acabou vindo parar aqui. Veja:
Adquirido pela RMV juntamente com outros 14 carros da CM, a troco das litorinas Budd da RMV, o carro R-470 trabalhou na Centro-Oeste e na SR-2, como carro-restaurante do trem Barra Mansa-Lavras (aqui, em Arantina - MG). Foto da coleção de diversos colaboradores.
Uma outra vista do R-470 em plena atividade. Autor desconhecido.

20 anos depois, o mesmo carro, conservado no "turístico" de Pouso Alegre. Foto da coleção de Vanderlei A. Zago.
Aparentemente já fora de circulação, final da década de 1990. Foto de Vanderlei A. Zago.
Não sabemos ainda se o R-470 foi um dos dois carros que foram incendiados. Mas ainda assim, ficam mais duas peças danificadas, como mostra da negligência para com o acervo ferroviário brasileiro, assim como o desrespeito pela própria história, nesses casos a apenas um palito de distância (relembre essa clicando aqui...). Fica para se pensar.

2 comentários:

BCS disse...

Luiz,

ali em cima é mencionado Passa Quatro, esse material não operou por lá.

Luiz Felipe Lopes Dias disse...

obrigado amigo corrigirei

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